Jogos Olímpicos, quais Jogos Olímpicos?











Agora que as televisões se encarregaram de nos dar a sensação de que
conhecemos Nélson Évora desde pequenino, é tempo de desenjoarmos desta
coisa dos Jogos Olímpicos e das modalidades amadoras e passar ao que
realmente interessa: os clubes de futebol. De resto, os títulos são
elucidativos: é mais relevante «dar tudo para ser campeão do Benfica» do que «salvar a Pátria».
Para o Jornal Record
o maior evento desportivo do mundo nunca teve grande importância, pelo
que não admira que uma entrevista de caca feita a um jogador de futebol
tenha hoje mais importância editorial que a medalha de ouro de Nélson
Évora.
Prontos, foi giro, o rapaz comoveu-se, a gente também,
ouviu-se o hino, a medalha levantou-nos a moral, mas é melhor não
abusar muito porque este magnífico futebol português nunca chegou
realmente a acabar e a malta das clubites já começa a ficar enjoada de
tanto Desporto. Ainda por cima nos Jogos Olímpicos os adversários nem
sequer se insultam uns aos outros, na maior parte das vezes o vencedor
é cumprimentado com amizade e desportivismo pelos vencidos. Que bizarro!
Enquanto A Bola e O Jogo interrompem o fluxo das não-notícias e fazem capas com o admirável feito do atleta, o Jornal Record
tem portanto a lata de manter a coerência, ou seja, a coerência da
mediocridade subserviente do jornalismo desportivo português em relação
aos clubes de futebol.
O que retiro desta série de manchetes é a minha incapacidade em responder a uma velha e simples pergunta: quem faz estas capas, eles
ou nós? Dito por outras palavras: é o jornalismo que molda as nossas
necessidades ou são as nossas necessidades que moldam o jornalismo?
Este blogue também gosta de Desporto
Marco Fortes, és o maior
Já ouviram falar de um lançador do peso chamado Marco Fortes? Grande apelido para um lançador do peso! Antes dos Jogos Olímpicos nunca tinha ouvido falar dele - e aposto que muitos de vocês também não.
Aliás, tirando os nomes mais conhecidos (Vanessa Fernandes, Naide Gomes, Nélson Évora, Francis Obikwelu, Telma Monteiro) a maioria dos portugueses não sabe quem são os outros atletas portugueses em Pequim. Não sabe porque não liga, não quer saber, as notícias são escassas, o que interessa é o futebol. Mas a ignorância nunca impediu os portugueses de criticar e os jornalistas de entrevistar.
O caso de Marco Fortes é um bom exemplo. A participação do atleta foi decepcionante para ele e para os adeptos da modalidade, pois fez dois ensaios nulos e um lançamento abaixo da marca definida para o apuramento directo.
O falhanço de Marco Fortes até passaria mais ou menos despercebido não fosse o caso de o homem ter dito à RTP o seguinte: «Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na “caminha”. Lançar a esta hora foi muito complicado. Apesar de ter entrado bem na prova, com dois lançamentos longos com mais de 19 metros, no último as pernas queriam era estar esticadas na cama».
O homem teve azar porque estas declarações foram feitas pouco antes de Obikwelu ter afirmado aos jornalistas o seguinte: «Agradeço a todos, porque estiveram a ver-me na televisão, e peço desculpa. Estou a ganhar dinheiro, porque o povo português está a pagar para eu estar aqui, e não consegui chegar à final. Este é o meu trabalho e queria pelo menos dar uma final aos portugueses.»
Das declarações de Marco Fortes, aproveitaram-se «de manhã só estou bem na caminha» e «as pernas queriam era estar esticadas na cama» para fazer comparações com as declarações dignas de Obikwelu e questionar a seriedade e o patriotismo do lançador do peso. Mas será que estas declarações significam realmente que Fortes foi preguiçoso, leviano e displicente?
Nada como ler as declarações que ele fez antes de começar. «No último mês, grande parte dos principais candidatos fez as suas melhores marcas. Já tiveram o seu pico de forma mais alto e agora até poderão estar no pico descendente», disse na conferência de imprensa. E depois afirmou o seguinte: «O meu maior desejo é que os atletas com melhores marcas estejam de rastos e que não possam com o peso na sexta-feira, que durmam mal, comam qualquer coisa que lhes faça mal, que não queiram ir para a pista, coisas assim».
Que nos diz isto? Além de pouco sério e preguiçoso, também é um mau desportista? Claro que não: confrontado com uma pressão mediática a que não está habituado, Marco Fortes é o tipo de pessoa que se refugia no sentido de humor e na graça para lidar com essa pressão. Imaginem o que é ser praticamente ignorado nos jornais e televisões durante quatro anos e depois levar com os holofotes todos de uma só vez - não em nome do Desporto, mas do dinheiro, das audiências e dos contratos publicitários. Mais perturbante que estes falhanços dos atletas é o desmesurado despudor das televisões.
Marco Fortes só agora terá percebido que as Relações Públicas também são importantes para quem lança o peso. Talvez esse ensinamento seja importante para ele, mas de uma coisa pode estar certo: só o poderá aplicar daqui a quatro anos. Até lá ninguém lhe vai ligar patavina.
ai que susto

Talvez antecipando exclamações de horror pela forma como consegue estas fotos, Joshua Hoffine esclarece no seu site que os «actores» são membros da própria família e que alinham nesta encenação do medo por «divertimento».
Temos cenários, figurinos, guarda-roupa, actores, maquilhagem, máquinas de nevoeiro - Joshua Hoffine prepara cada fotografia como um pequeno filme de terror e não usa Photoshop para fazer montagens, mas apenas ajustamentos de cor e luminosidade nas versões para impressão.
Quanto às suas opções estéticas, acredita que «as histórias de terror têm a ver com a iminência e aleatoriedade da morte. A experiência do horror reside no confronto com as incertezas da nossa existência. O horror diz-nos que a nossa crença na segurança é ilusório e que os monstros estão à nossa volta».
Na base do seu trabalho, contudo, está o amor pelos velhos cartoons da Disney, a combinação entre o «hiper-realismo» dessas animações e os valores de produção dos grandes filmes de Hollywood. «Faço as minhas fotografias bonitas para que as pessoas demorem mais tempo a olhar para elas.»
Fotógrafo Ninja
Foto: Smitchai Lertanan
iPinscher
A minha Pinscher também dava um bom sistema desintegrado de navegação GPS
Há gente com sorte
Esta pick-up despistou-se, galgou a protecção da estrada, deu vários piruetas e acabou por «aterrar» em sentido contrário. Se carregarem na foto verão o seu enquadramento real e terão uma ideia precisa da dimensão da sorte que teve o condutor… (Esta história chegou-me por email e o texto que a acompanhava estava escrito em português do Brasil - a foto parece-me autêntica).
Isto, sim, é andar à pendura
Não quero que vos falte nada
Julianne Moore, Jennifer Connelly, Gwyneth Paltrow, Naomi Watts, Salma Hayek, Jennifer Aniston, Kirsten Dunst, Diane Lane, Lucy Liu, Hilary Swank, Alison Lohman, Scarlett Johansson e Maggie Gyllenhaal reunidas e fotografadas por Annie Leibovitz.
Adão e Evas
Até porque a união faz a força
Oops.
Revisionismos ‘geek’
Sepideh Anjamrooz, cartoonista iraniana
Um por todos e todos por um
Sindicação

























A vida não é assim tão simples
Arrumando de vez o ‘importante’ assunto Batman
Da Natureza do Fanatismo
Da Natureza do Fanatismo
é um texto que resultou de uma conferência dada pelo escritor israelita
Amoz Oz a 23 de Janeiro de 2003. O escritor e activista político
sul-africano Nadine Gordimer, Prémio Nobel da Literatura, descreveu a
escrita de Amoz Oz como «a voz da sanidade que sobressai no meio da confusão.»
Amoz Oz prescindiu dos direitos de autor sobre este texto por
considerar mais importante passar a mensagem do que ganhar dinheiro,
pelo que qualquer um o pode divulgar ou distribuir, desde que não o
faça com objectivos comerciais. Como estou de férias e não tenho tanto
tempo para actualizar o blogue, reedito aqui este magnífico texto.
Talvez alguns de vocês o queiram imprimir para ler durante as férias…
Garanto-vos, é uma leitura bastante interessante. O post está dividido
em várias páginas, pois é muito extenso.

Boa,rui cruz
ORA BOLAS....
Os elementos químicos explicados em vídeo
Uma Foto e uma Música
Aos ‘fanboys’ do Batman que ainda me enviam emails
Queridos fanboys
do novo filme do Batman: quero agradecer-vos do fundo do meu céptico
coração todas as mensagens que me enviaram com inúmeros links para reviews positivas, tanto de bloggers
portugueses como de estrangeiros. Estou impressionado com a dedicação
ao filme e agradecido pela boa-educação com que discordaram comigo, mas
Férias. Finalmente.
Radiohead engolido, mastigado e deitado fora




HORAS DE APERTO
O PIOR GUARDA REDES DO ANO
NÃO PONHA ALI OS PÉS NEM QUE ME PAGASSEM
FIREFOX OU INTERNET EXPLORER?
A inglesa Joanne Colan é desde 12 de Julho de 2006 o pivô de um dos mais populares vblogs do planeta, o
CAMPOS MAGNÉTICOS "VISIVEIS"
VIAGEM DE AUTOCARRO.
DISCURSO QUE NÃO MUDOU O MUNDO.
2 VIDEOS UM DÁ PARA RIR O OUTRO NÃO.
SOBREVIVÊNCIA
KEN KEE
27/08/2008 @ 02:25:48
por sidney
Uma das formas de radiodifusão é ...
31/07/2008 @ 20:30:54
por Carlos Carvalho
A radiocomunicação é um meio de ...
25/06/2008 @ 02:54:57
por nice
brutal mesmo !!!!! continua mano ...
07/04/2008 @ 03:51:26
por gilberto
cada vez melhor o site parabens. ...
07/04/2008 @ 03:42:50
por vida