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Sindicação



Mas «eles» não querem que tu saibas a verdade!

Quando
descobri a ficção científica - era ainda um pré-adolescente - havia um
autor de quem gostava muito: Clifford D. Simak. Não era grande
espingarda a escrever, a tradução também não ajudava, mas tinha uma
imaginação prodigiosa e sabia muito bem como contar uma história e
manter-me entretido até ao fim.
Há um livro que nunca consegui descobrir, em
português ou inglês. Nem sequer conheço o título, apenas sei que é uma
história passada numa época futurista em que são os cães que dominam o
planeta. Uma ideia semelhante à de O Planeta dos Macacos, mas
com cães. Lindo. Imaginar a minha suricata nojenta (tenho uma Pinscher)
a passar-me as sobras do almoço com ar muito altivo enquanto eu me
abano todo… desculpem, só a ideia me faz rir.
Provavelmente o livro não é nada de especial, nem
sequer bem-disposto, se calhar leva-se a sério, o que seria uma
decepção, mas a verdade é que passei tantos anos à procura dele que se
tornou assim uma espécie de lenda, algo sobre o qual ouvi falar durante
muito tempo mas que não tenho sequer a certeza de que exista.
A primeira vez que tive essa sensação de ter
descoberto que as lendas realmente existiam foi na Escola Salesiana,
que na altura era regida por uma política de apartheid sexual: rapazes de um lado, raparigas do outro.
Numa ocasião festiva qualquer, os padres permitiram,
pela primeira vez, que raparigas e rapazes se misturassem no recreio.
Quem nos tivesse visto, julgaria de facto estar a presenciar um remake de O Planeta dos Macacos,
com os rapazes aos pulos e aos gritos para chamar a atenção e elas a
fazerem-se de visitantes civilizadas e horrorizadas acabadas de aterrar
num planeta selvagem e alienígena. Tínhamos acabado de descobrir o
sexo, nós e elas.
Mais tarde nesse dia, quando finalmente começámos a
conquistar os primeiros risinhos ternurentos às nossas visitantes, os
padres decidiram que as modernices do pós-25 de Abril não justificavam
correr tantos riscos e que era tempo de regressar à nossa casta e
piedosa vida de pequenos salazares tementes a Deus, imunes às tentações
do Diabo e cheios de água benta nos colhões.
Para alguns de nós o Diabo não tinha chifres nem
corpo de bode, mas provocava grandes ataques de tosse. Era muito mais
pequeno e franzino do que um bode, mais pálido do que os padres do
confessionário, tinha um colarinho castanho amarelado numa ponta e
perdigotos de cinza a cair na outra, e também fazia Luz. Era o nosso
pequeno deus da independência e virilidade, figura central das nossas
missas clandestinas.
Porra, mas eu escrevi este post porquê? Ah, já sei,
por causa destas imagens ridículas que descobri por acaso na Net e que
estão aqui ao lado. Uma coisa eu vos garanto: se alguma vez os
descendentes dos cães destas fotos se revoltarem contra a Humanidade e
estabelecerem uma civilização alternativa neste planeta, poderão contar
com a minha total simpatia pela causa. Serão estes os cães de Clifford
D. Simak?

Eis
uma história verídica que desejo partilhar convosco: certa mãe de
família, muito conscienciosa da educação do filho, andava cada vez mais
preocupada com o facto de o miúdo estar sempre agarrado à PlayStation. «Ele não pega num único livro», queixava-se ela.
Às tantas decidiu que era preciso fazer qualquer
coisa. Pediu ao irmão mais novo, que tinha mais tempo, para se dirigir
a uma biblioteca e trazer para casa um livro adequado. Achava ela que
com esse incentivo talvez o filho largasse a consola.
Finalmente, o irmão mais novo chegou com o livro. «Então, que lhe trouxeste», perguntou a mãe. «Ah, um livro bom para ele, um livro de aventuras do menino Luís, as Luisiadas».

Mais teorias da conspiração não, por favor! Eu prometo que me porto bem!
Jogos Olímpicos, quais Jogos Olímpicos?











Agora que as televisões se encarregaram de nos dar a sensação de que
conhecemos Nélson Évora desde pequenino, é tempo de desenjoarmos desta
coisa dos Jogos Olímpicos e das modalidades amadoras e passar ao que
realmente interessa: os clubes de futebol. De resto, os títulos são
elucidativos: é mais relevante «dar tudo para ser campeão do Benfica» do que «salvar a Pátria».
Para o Jornal Record
o maior evento desportivo do mundo nunca teve grande importância, pelo
que não admira que uma entrevista de caca feita a um jogador de futebol
tenha hoje mais importância editorial que a medalha de ouro de Nélson
Évora.
Prontos, foi giro, o rapaz comoveu-se, a gente também,
ouviu-se o hino, a medalha levantou-nos a moral, mas é melhor não
abusar muito porque este magnífico futebol português nunca chegou
realmente a acabar e a malta das clubites já começa a ficar enjoada de
tanto Desporto. Ainda por cima nos Jogos Olímpicos os adversários nem
sequer se insultam uns aos outros, na maior parte das vezes o vencedor
é cumprimentado com amizade e desportivismo pelos vencidos. Que bizarro!
Enquanto A Bola e O Jogo interrompem o fluxo das não-notícias e fazem capas com o admirável feito do atleta, o Jornal Record
tem portanto a lata de manter a coerência, ou seja, a coerência da
mediocridade subserviente do jornalismo desportivo português em relação
aos clubes de futebol.
O que retiro desta série de manchetes é a minha incapacidade em responder a uma velha e simples pergunta: quem faz estas capas, eles
ou nós? Dito por outras palavras: é o jornalismo que molda as nossas
necessidades ou são as nossas necessidades que moldam o jornalismo?
Este blogue também gosta de Desporto
Já ouviram falar de um lançador do peso chamado Marco Fortes? Grande apelido para um lançador do peso! Antes dos Jogos Olímpicos nunca tinha ouvido falar dele - e aposto que muitos de vocês também não.
Aliás, tirando os nomes mais conhecidos (Vanessa Fernandes, Naide Gomes, Nélson Évora, Francis Obikwelu, Telma Monteiro) a maioria dos portugueses não sabe quem são os outros atletas portugueses em Pequim. Não sabe porque não liga, não quer saber, as notícias são escassas, o que interessa é o futebol. Mas a ignorância nunca impediu os portugueses de criticar e os jornalistas de entrevistar.
O caso de Marco Fortes é um bom exemplo. A participação do atleta foi decepcionante para ele e para os adeptos da modalidade, pois fez dois ensaios nulos e um lançamento abaixo da marca definida para o apuramento directo.
O falhanço de Marco Fortes até passaria mais ou menos despercebido não fosse o caso de o homem ter dito à RTP o seguinte: «Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na “caminha”. Lançar a esta hora foi muito complicado. Apesar de ter entrado bem na prova, com dois lançamentos longos com mais de 19 metros, no último as pernas queriam era estar esticadas na cama».
O homem teve azar porque estas declarações foram feitas pouco antes de Obikwelu ter afirmado aos jornalistas o seguinte: «Agradeço a todos, porque estiveram a ver-me na televisão, e peço desculpa. Estou a ganhar dinheiro, porque o povo português está a pagar para eu estar aqui, e não consegui chegar à final. Este é o meu trabalho e queria pelo menos dar uma final aos portugueses.»
Das declarações de Marco Fortes, aproveitaram-se «de manhã só estou bem na caminha» e «as pernas queriam era estar esticadas na cama» para fazer comparações com as declarações dignas de Obikwelu e questionar a seriedade e o patriotismo do lançador do peso. Mas será que estas declarações significam realmente que Fortes foi preguiçoso, leviano e displicente?
Nada como ler as declarações que ele fez antes de começar. «No último mês, grande parte dos principais candidatos fez as suas melhores marcas. Já tiveram o seu pico de forma mais alto e agora até poderão estar no pico descendente», disse na conferência de imprensa. E depois afirmou o seguinte: «O meu maior desejo é que os atletas com melhores marcas estejam de rastos e que não possam com o peso na sexta-feira, que durmam mal, comam qualquer coisa que lhes faça mal, que não queiram ir para a pista, coisas assim».
Que nos diz isto? Além de pouco sério e preguiçoso, também é um mau desportista? Claro que não: confrontado com uma pressão mediática a que não está habituado, Marco Fortes é o tipo de pessoa que se refugia no sentido de humor e na graça para lidar com essa pressão. Imaginem o que é ser praticamente ignorado nos jornais e televisões durante quatro anos e depois levar com os holofotes todos de uma só vez - não em nome do Desporto, mas do dinheiro, das audiências e dos contratos publicitários. Mais perturbante que estes falhanços dos atletas é o desmesurado despudor das televisões.
Marco Fortes só agora terá percebido que as Relações Públicas também são importantes para quem lança o peso. Talvez esse ensinamento seja importante para ele, mas de uma coisa pode estar certo: só o poderá aplicar daqui a quatro anos. Até lá ninguém lhe vai ligar patavina.
ai que susto

Talvez antecipando exclamações de horror pela forma como consegue estas fotos, Joshua Hoffine esclarece no seu site que os «actores» são membros da própria família e que alinham nesta encenação do medo por «divertimento».
Temos cenários, figurinos, guarda-roupa, actores, maquilhagem, máquinas de nevoeiro - Joshua Hoffine prepara cada fotografia como um pequeno filme de terror e não usa Photoshop para fazer montagens, mas apenas ajustamentos de cor e luminosidade nas versões para impressão.
Quanto às suas opções estéticas, acredita que «as histórias de terror têm a ver com a iminência e aleatoriedade da morte. A experiência do horror reside no confronto com as incertezas da nossa existência. O horror diz-nos que a nossa crença na segurança é ilusório e que os monstros estão à nossa volta».
Na base do seu trabalho, contudo, está o amor pelos velhos cartoons da Disney, a combinação entre o «hiper-realismo» dessas animações e os valores de produção dos grandes filmes de Hollywood. «Faço as minhas fotografias bonitas para que as pessoas demorem mais tempo a olhar para elas.»
Foto: Smitchai Lertanan
A minha Pinscher também dava um bom sistema desintegrado de navegação GPS
Há gente com sorteEsta pick-up despistou-se, galgou a protecção da estrada, deu vários piruetas e acabou por «aterrar» em sentido contrário. Se carregarem na foto verão o seu enquadramento real e terão uma ideia precisa da dimensão da sorte que teve o condutor… (Esta história chegou-me por email e o texto que a acompanhava estava escrito em português do Brasil - a foto parece-me autêntica).
Isto, sim, é andar à pendura
Não quero que vos falte nadaJulianne Moore, Jennifer Connelly, Gwyneth Paltrow, Naomi Watts, Salma Hayek, Jennifer Aniston, Kirsten Dunst, Diane Lane, Lucy Liu, Hilary Swank, Alison Lohman, Scarlett Johansson e Maggie Gyllenhaal reunidas e fotografadas por Annie Leibovitz.
Adão e Evas
Até porque a união faz a força
Oops.
Revisionismos ‘geek’
Sepideh Anjamrooz, cartoonista iraniana
Um por todos e todos por um
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28/07/2010 @ 08:47:16
por resume writer
To reach good grades, different students ...
26/07/2010 @ 18:46:38
por SilviaGUTHRIE32
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23/07/2010 @ 06:41:38
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