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Set142008

17:35:40
conspiração

Sinais evidentes de uma conspiração



Batman no Antigo Egipto



Mas «eles» não querem que tu saibas a verdade!







Construções na areia



Construções na areia







E a última agitação na blogosfera é…



A intenção do autor era denunciar o «paternalismo» com que encaramos
os deficientes por ocasião dos Jogos Para-Olímpicos - um contraste com
a «indiferença» com que os vemos nos restantes dias. O problema neste
post é o homem ter dito também que os Jogos Para-Olímpicos são uma
espécie de «freak-show» desportivo, mostrando que em relação aos deficientes Queirós tem uma visão muito mais do que «indiferente».


Alguns comentários são ainda piores. Muitas das pessoas ofendidas
com a forma «xenófoba» como Queirós se referiu aos deficientes
insultaram-no com expressões como «atrasado mental» e «deficiente
mental». O Portugal da bola no seu melhor.


 


Não desejo o meu dia de ontem a ninguém. Apanhei uma virose
qualquer que me lixou os intestinos e passei o dia em visitas pouco
dignas à casa de banho. Resultado: dieta, pózinhos de ultra-levur
diluídos em água e, por fim, ver a selecção nacional jogar bem e perder
injustamente nos últimos minutos – tudo o que o que eu podia ter
desejado para uma quarta-feira!


Já estou bastante melhor, mas não consegui avançar na escrita da
segunda parte da crítica a Zeitgeist e não vou conseguir publicá-la
hoje, como prometera.







Querem votar nas eleições norte-americanas?



A proposta de «If the World Could Vote»
é a seguinte: se nos fosse permitido votar nas eleições presidenciais
norte-americanas, em quem votaríamos, Barack Obama ou John McCain? A
lista de resultados está dividida em países e organizada por ordem
alfabética. Eu já votei.


À hora a que escrevo este post, Portugal dá uma maioria esmagadora
ao candidato democrata: 91, 8%. É interessante verificar quais os
países que preferem McCain: Geórgia (66,7%) e Israel (51,4%) são dois
exemplos a acompanhar, mas há mais. No Irão, Obama ganha com 78,6%. Na
Rússia também (69,6%).


Feita a soma de votos de todos estes cidadãos do mundo, Obama vai à frente com 81.6% dos votos. (Via Electricidade Estática)







Google Cromo



Tenho uma confissão muito chocante a fazer: experimentei o Google Chrome
durante 10 minutos, achei porreiro, sim senhor, continuem o bom
trabalho - e depois varri-o por completo da memória (da minha, não do
computador - ainda não o desinstalei). Acham que fiz bem?


Lembro-me de ter ficado aborrecido com a Google porque o único
browser de onde era possível importar «bookmarks» era o Internet
Explorer. Chamar «browser» ao Internet Explorer é uma contradição, mas
o que me chateou foi o facto de a opção Mozilla Firefox não existir no
menu de importação, pelo menos na versão beta inicial que instalei -
ora, isto parece-me uma limitação um bocado estranha para um browser
que chama «bookmarks» (e não «favorites») à sua lista de links.


Talvez versões posteriores já tenham corrigido esta menor
inconsistência filosófica ou exista um truque qualquer para importar as
«bookmarks» do Firefox, não sei e francamente não me interessa. Não
existem ainda versões para Linux e raios me partam se vou voltar a
aturar o Windows por causa da Google.


Enfim, o tempo foi passando enquanto eu navegava muito satisfeito no
meu Firefox e só me lembrei que o tal Chrome existe e insiste porque a
malta do Planet Geek tem andado a lembrar-me a mesma coisa de cinco em
cinco posts.


Ter esquecido o browser da Google (é essa a sua principal
característica, não é?) deve ser um erro imperdoável e com certeza
arrepender-me-ei desta negligência até ao resto da minha vida, mas
sinto-me tão bem com a minha raposa que não sei porque raio irei perder
tempo a readaptar os meus hábitos por causa de um browser que não
pareceu ter nada de especial para me fazer mudar. Posso estar enganado
- se estiver enganado, pronto, também não vou mudar de opinião.


Escusam de me lembrar as principais qualidades, eu também sei ler em
inglês. Numa corrida de 100 metros o Chrome usa um «javascript» capaz
de fazer à concorrência o que Usain Bolt fez aos adversários nos Jogos
Olímpicos. Eu também li sobre a nova gestão de memória do tipo «uma
tab, um processo, duas tabs, dois processos». Acho essas coisas
impressionantes e espero que a malta toda se divirta.


Mudar para o Google Chrome só para ficar com a taça de campeão dos
centésimos de segundo também não me atrai. E memória no PC já tenho que
chegue.


Até ver, o único browser capaz de substituir o Firefox é a próxima versão do Firefox.







Cães, Clifford D. Simak e umas obscenidades




Quando
descobri a ficção científica - era ainda um pré-adolescente - havia um
autor de quem gostava muito: Clifford D. Simak. Não era grande
espingarda a escrever, a tradução também não ajudava, mas tinha uma
imaginação prodigiosa e sabia muito bem como contar uma história e
manter-me entretido até ao fim.



Há um livro que nunca consegui descobrir, em
português ou inglês. Nem sequer conheço o título, apenas sei que é uma
história passada numa época futurista em que são os cães que dominam o
planeta. Uma ideia semelhante à de O Planeta dos Macacos, mas
com cães. Lindo. Imaginar a minha suricata nojenta (tenho uma Pinscher)
a passar-me as sobras do almoço com ar muito altivo enquanto eu me
abano todo… desculpem, só a ideia me faz rir.



Provavelmente o livro não é nada de especial, nem
sequer bem-disposto, se calhar leva-se a sério, o que seria uma
decepção, mas a verdade é que passei tantos anos à procura dele que se
tornou assim uma espécie de lenda, algo sobre o qual ouvi falar durante
muito tempo mas que não tenho sequer a certeza de que exista.



A primeira vez que tive essa sensação de ter
descoberto que as lendas realmente existiam foi na Escola Salesiana,
que na altura era regida por uma política de apartheid sexual: rapazes de um lado, raparigas do outro.



Numa ocasião festiva qualquer, os padres permitiram,
pela primeira vez, que raparigas e rapazes se misturassem no recreio.
Quem nos tivesse visto, julgaria de facto estar a presenciar um remake de O Planeta dos Macacos,
com os rapazes aos pulos e aos gritos para chamar a atenção e elas a
fazerem-se de visitantes civilizadas e horrorizadas acabadas de aterrar
num planeta selvagem e alienígena. Tínhamos acabado de descobrir o
sexo, nós e elas.



Mais tarde nesse dia, quando finalmente começámos a
conquistar os primeiros risinhos ternurentos às nossas visitantes, os
padres decidiram que as modernices do pós-25 de Abril não justificavam
correr tantos riscos e que era tempo de regressar à nossa casta e
piedosa vida de pequenos salazares tementes a Deus, imunes às tentações
do Diabo e cheios de água benta nos colhões.



Para alguns de nós o Diabo não tinha chifres nem
corpo de bode, mas provocava grandes ataques de tosse. Era muito mais
pequeno e franzino do que um bode, mais pálido do que os padres do
confessionário, tinha um colarinho castanho amarelado numa ponta e
perdigotos de cinza a cair na outra, e também fazia Luz. Era o nosso
pequeno deus da independência e virilidade, figura central das nossas
missas clandestinas.



 



Porra, mas eu escrevi este post porquê? Ah, já sei,
por causa destas imagens ridículas que descobri por acaso na Net e que
estão aqui ao lado. Uma coisa eu vos garanto: se alguma vez os
descendentes dos cães destas fotos se revoltarem contra a Humanidade e
estabelecerem uma civilização alternativa neste planeta, poderão contar
com a minha total simpatia pela causa. Serão estes os cães de Clifford
D. Simak?







O novo iPhone da Apple



Telemóvel revolucionário







O livro do menino Luís




Eis
uma história verídica que desejo partilhar convosco: certa mãe de
família, muito conscienciosa da educação do filho, andava cada vez mais
preocupada com o facto de o miúdo estar sempre agarrado à PlayStation. «Ele não pega num único livro», queixava-se ela.



Às tantas decidiu que era preciso fazer qualquer
coisa. Pediu ao irmão mais novo, que tinha mais tempo, para se dirigir
a uma biblioteca e trazer para casa um livro adequado. Achava ela que
com esse incentivo talvez o filho largasse a consola.



Finalmente, o irmão mais novo chegou com o livro. «Então, que lhe trouxeste», perguntou a mãe. «Ah, um livro bom para ele, um livro de aventuras do menino Luís, as Luisiadas». :mrgreen:




Zeitgeist, o grande fenómeno da Tretatologia



Alex, A Laranja Mecânica



Mais teorias da conspiração não, por favor! Eu prometo que me porto bem!


Vi ontem o documentário que tem «mudado a vida» a muitas pessoas e
se tornou num fenómeno de milhões de downloads na Internet: Zeitgeist.


Na primeira parte, o filme «demonstra» que as religiões derivam em
grande parte de pressupostos astrológicos estabelecidos séculos antes e
que a figura de Jesus Cristo é um copy paste mitológico de
Horus, o Deus-Sol dos antigos egípcios. Na segunda parte, retoma
teorias da conspiração já existentes e abundantemente difundidas acerca
da «verdade» do 11 de Setembro: a carnificina foi orquestrada pela
administração Bush para justificar uma «guerra ao terror» através da
qual retiraria proveitos económicos e justificaria a intensificação dos
sistemas de controlo dos cidadãos, minando assim as liberdades civis. A
terceira parte defende que o Banco Federal e o seu cartel de banqueiros
controla sub-repticiamente o mundo, criando e fomentando guerras e
conflitos em nome do lucro.


Muitas pessoas em fóruns de discussão afirmam que Zeitgeist lhes fez
«abrir os olhos». Compreendo a sensação. Também eu senti mais ou menos
o mesmo – não no sentido de «revelação», mas por me ter feito sentir
como o Alex do filme A Laranja Mecânica. Por fim, duas horas
depois, já não podia mais: removi os grampos Dan Brown com os quais o
autor do documentário pretende impedir-me de fechar os olhos à
«verdade» e fui para a caminha ressonar sobre o assunto.


Nos próximos dias, escreverei um post sobre Zeitgeist com toda a
informação que reuni sobre as teorias defendidas no documentário.
Entretanto, quem não viu pode vê-lo aqui – está legendado em português e a tradução pareceu-me bastante boa.


Está visto que Zeitgeist para mim é uma treta, uma treta tão
mitológica como os «mitos» que julga ter desconstruído, mas quero
primeiro escrever um post fundamentando o melhor possível a minha
opinião, mostrando o maior número possível de fontes, para depois me
poderem dar porrada à vontade. O trabalho de pesquisa está adiantado,
mas ainda me falta tempo para escrever. Fiquem atentos.


 








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